
Finalmente o refúgio Colomers.







É nestes pequenos desafios pessoais que a montanha se distingue das outras actividades. Nós estamos ali, a sofrer, porque queremos e gostamos. Somos viciados nessa dor e cansaço imcompreensíveis para quem não pratica.
Cada passo é uma conquista egoísta e não escondo o sentimento de superioridade em relação a quem desiste mais cedo. No fim sentimo-nos maiores a outros Homens sem termos conquistado mais nada para além de dores nas pernas. Não se explica, não se ensina e não se aprende. Ou se gosta ou não!
David, Miguel e Jorge
A recompensa foi merecida. Depois de atravessarmos o paredão de uma das muitas mini-barragens tivemos o tão merecido descanso e banho. O facto de ser proibido tomar banho nos lagos, embora lógico, passou-nos despercebido e só lá para o 4º dia, depois de sermos abordados pelos guardas do parque é que nos inteirámos do "crime" cometido. E a multa seria pesada, não fosse a compreensão do guarda.
Este primeiro banho tem um história de semi-congestão com semi-badagaio que fica para contar pessoalmente, aos que estiverem de facto interessados...
Por fim, empoleirado no cimo de um vale, à beira de mais um lago, lá estava a casinha de chocolate. Um refúgio curioso, todo em madeira, com janelas cor-de-rosa e uma vista de cortar a respiração. Cinco horas depois de termos partido, com a paragem de 1h30m para banho incluída, arribámos a Colomina e recebemos o segundo carimbo no forfait.
A noite começou cedo pois às 7h do dia seguinte tínhamos mais uma etapa: Colomina - Josep Maria Blanc - Ernest Mallafré.
Apareçam por cá que ainda faltam 4 dias...



